STF confirma uso do IPCA-E para correção monetária de débitos trabalhistas (RCL 22.012)

Por RM & Advogados - Assessoria de Imprensa ∙ 06 de dezembro de 2017

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou improcedente, nesta terça-feira (5/12/2017), reclamação constitucional da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) contra decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que fixou a utilização do Índice de Preços ao Consumidor – IPCA-E como índice de atualização de débitos trabalhistas, em substituição à Taxa de Referencial Diária (TRD).

Mauro Menezes faz sustentação oral na defesa dos trabalhadores e trabalhadoras

Volta a prevalecer, portanto, a decisão do Tribunal Pleno do TST que declarou, incidentalmente, a inconstitucionalidade da aplicação da TRD, a partir de 25/3/2015, e determinou sua substituição pelo IPCA-E no Sistema Único de Cálculos da Justiça do Trabalho. O advogado Mauro Menezes, Diretor-Geral do escritório Roberto Caldas, Mauro Menezes & Advogados, realizou sustentação oral na defesa dos trabalhadores para que a decisão do TST fosse mantida.

Utilização da TRD estimulava as empresas a descumprirem direitos trabalhistas

O advogado Gustavo Ramos, sócio do escritório Roberto Caldas, Mauro Menezes & Advogados, destaca a importância da preservação da jurisdição constitucional do TST, bem como o alcance social da decisão:

“Historicamente, a TRD não tem sido suficiente para corrigir a perda do poder aquisitivo da moeda, de modo que a sua utilização para corrigir os débitos trabalhistas, cuja natureza é alimentar, ocorria em prejuízo ao trabalhador, já que os valores estavam sempre menores quando efetivamente eram pagos. A utilização da TRD, sem dúvida, estimulava as empresas a descumprirem direitos trabalhistas”, afirmou.

Julgaram improcedente a Reclamação Constitucional nº 22.012 os Excelentíssimos Ministros Ricardo Lewandowski (redator para o acórdão), Celso de Mello e Edson Fachin. Ficaram vencidos os Excelentíssimos Ministros Dias Toffoli (relator originário) e Gilmar Mendes.